PSDB

MANIFESTO DOS MINEIROS E DE UMA GERAÇÃO

AO POVO MINEIRO

“As palavras que nesta mensagem dirigimos aos mineiros queremos que sejam serenas, sóbrias e claras. Nelas não se encontrará nada de insólito, nenhuma revelação”.

“Dirigimo-nos, sobretudo, ao espírito lúcido e tranquilo dos nossos coestaduanos, à consciência firme e equilibrada, onde as paixões perdem a incandescência, se amortecem e deixam íntegro o inalterável senso de análise e julgamento”.

“Este não é um documento subversivo: não visamos agitar nem pretendemos conduzir. Falamos à comunidade mineira sem enxergar divisões ou parcialidades, grupos correntes ou homens. Assim como não pretendemos conduzir, não temos o propósito de ensinar. Mas ensinar é uma coisa e recordar, retomar a consciência de um patrimônio moral e espiritual que, seria perigoso considerar uma vez por todas como definitivamente adquirido, é outra muito diferente.”

Foram com essas palavras ponderadas e sem contorno abrupto, como nossas belas Alterosas, que um grupo de corajosos mineiros, há pouco mais de 70 anos, lançaram em momento conturbado da nação documento de reflexão intitulado Manifesto dos Mineiros.

A atualidade do documento e sua repercussão histórica, inserida no quadro da presente conjuntura econômica e politica do Brasil, torna imperiosa nova reflexão dos cidadãos mineiros, de algumas gerações, e com sorte e esperança, daqueles que comandam a nossa gloriosa pátria.

Sem qualquer pretensão, mas evocando fato histórico, foi de Minas o protagonismo das principais lutas pela liberdade e estabilidade institucional e econômica. Como berço de inúmeros formadores de opinião em diversas áreas, como Estado com relevante papel econômico, sem deixar à margem o amor e o respeito dos filhos dessa terra à liberdade e conciliação.

O Brasil está doente, o ativo moral abalado, a economia se deteriora ao mesmo ritmo da nítida percepção de falta de estável governabilidade, criando um círculo vicioso que atinge o povo da maneira mais dura, limitando seu ânimo e confiança, além de proventos.

A vocação democrática de nosso país, a duras penas conquistada, já é um pilar inarredável. Contudo, isso não significa que não se deve questionar a falta de estabilidade e os rumos da nação, fora do período eleitoral.

O Estadista deve entender o processo de consolidação do poder e sua eventual perda, relevar erros e principalmente assumi-los, pensando sempre o que é o melhor para seus governados, o bem do seu povo, mesmo que isso lhe traga desagrados pessoais.  A história sempre reserva a esses Estadistas a cadeira da grandiosidade, refletida pelo desapego do Poder em prol da coletividade e dos mais necessitados.

O presente documento não tem pretensões de ser histórico, muito menos falar por Minas, mas certamente pode provocar a identidade de vários cidadãos que tenham pensamento convergente a essa reflexão, por arrependimento, desabafo e preocupação com o futuro do país.

Todavia, não se pode distanciar e esquecer a lição do manifesto histórico, quando deixa claro que “Minas não seria fiel a si mesma se abandonasse sua instintiva inclinação para sentir e realizar os interesses fundamentais de toda a Nação” e mais, quanto à sua amplitude e expectativa quando, naquele momento, afirmavam com ênfase: “ao dar expressões desse modo às aspirações de Minas Gerais, dentro da comunhão brasileira, tivemos presente, acima dos pontos de vista regionais, as coordenadas que enquadram todo o vasto panorama dos anseios e das necessidades do Brasil, e esperamos que idênticos movimentos se processem em todos os demais Estados”.

A população vem pedindo mudanças e as vozes das ruas estão cada dia mais eloquentes, conclamando um novo parâmetro dos valores morais e éticos, uma nova forma de se pensar e fazer politica.

O Brasil precisa se unir para passar por essa tormenta, sem divisão de classe, cor, gênero e ideais, a fim de criar a verdadeira inspiração democrática, descolada de interesses pessoais e pensamentos menores. É a reflexão que se provoca, na esperança que o eco de simples cidadãos dessas Gerais alcance a chefe maior da nação que, certamente, pensará mais na estabilidade e retomada da tranquilidade nacional, à luta pela manutenção do poder.

A subscrição do presente documento é livre, bem como as críticas ao mesmo, contudo, o importante é o registro e conciliação da coerência daqueles que acreditaram em promessas não consolidadas e buscam um Brasil melhor.

Gustavo Valadares e Rodrigo Badaró

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